domingo, 25 de março de 2012

Experimentos 7 e 8 - Cedendo aos impulsos e Aprendendo uma nova língua

E daí que eu cedi aos meus impulsos e me matriculei no francês. Foi bem assim mesmo, simplesmente peguei o telefone e fiz a matrícula. Pq, se eu não cedesse, continuaria pensando: será que dá? vou ter grana pra pagar? vou dar conta de fazer?
Então, pra evitar essas perguntas (que eu já vinha me fazendo há meses) me matriculei! Toda terça e quinta, das 7h15 às 8h45. É cedo? Pra cacete. Mas é melhor do que ter que voltar pra casa tarde da noite, ou, o pior - perder aulas pq fiquei presa no trabalho! Se eu já sou mestre em inventar desculpas, perder as aulas de francês não seria nada difícil.
Ceder aos meus impulsos é algo que não faço. Primeiro pq eu tenho uns impulsos completamente idiotas em algumas ocasiões. E em outras, quando eles não são idiotas, eu simplesmente coloco 800 obstáculos na frente. Dinheiro, tempo, trabalho, etc. Qualquer coisa é motivo para eu não ceder. Não ir a uma festa. Não ir ao cinema sozinha. Não ir a um bar sozinha. Não comprar uma revista. Não comprar um livro novo. Não escrever. Não mostrar o que eu escrevi para quem quer que seja.  Não conhecer pessoas novas. Não sair.
Ceder ao impulso do francês foi um primeiro passo importante. Primeiro pq me senti muito bem - vou realizar algo que quero muito. Segundo pq eu pude perceber que o mundo não acabou. A vida segue, o trabalho está lá, as contas continuam chegando, meus amigos continuam onde sempre estiveram. Tá, a gente aperta daqui e dali para poder ceder aos nossos impulsos. Mas depois que a gente cede, fica o gostinho da vitória, daquela coisa de ter conquistado algo! E eu conquistei uma liberdade minha, que eu me privava. E percebi que não preciso me privar tanto.
E a nova língua...
Minhas aulas começaram há uma semana e, vencendo a mim mesma novamente, acabei me matriculando no curso regular e não no particular. Pq não? Terei pessoas para treinar, farei novos amigos, etc. Ainda estou lidando com esse fato. Me perturba as pessoas não abrirem os ouvidos para mergulharem no sotaque e aprender a falar corretamente. Me perturba profundamente. Mas vou levando...acho importante nesse primeiro momento eu dividir as aulas e as duvidas. Foi assim com o inglês...um semestre com várias pessoas e depois caminhei sozinha (no caso do inglês, literalmente, visto que aprendi sozinha).
Já tracei um plano de aprendizado e farei de tudo para mantê-lo...principalmente depois de minha mãe dizer que até o final do ano que vem falarei fluentemente. Agora é meta!! É como se fosse uma aposta...só que ao contrário!

Mas o bom de ter cedido ao meu impulso é que eu realmente queria aprender francês. Eu larguei o alemão e relutava pra voltar. E, ao conhecer Paris ano passado, vi que eu precisava aprender francês. Sabe quando tudo no universo te diz pra fazer? Pois o universo gritou pra quem quisesse ouvir que eu precisava aprender francês. E já que este é um ano de experimentos, pq não colocar na panela duas coisas?

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