terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Experimento 5 - nem tanto um experimento, mas um aprendizado

Às vezes eu tenho a nítida impressão de que faço certas coisas simplesmente pq eu visualizo o desespero no final e, para evitar o longo caminho até lá, já acabo com tudo, antes que comece. Talvez seja meu lado fatalista, que acha que estou aqui pura e simplesmente para um propósito e, por isso mesmo, sem direito a felicidades distribuídas a pessoas boas (não me faça entrar agora nesse mérito).
Eu conheci uma pessoa. Daquelas que qualquer um vai olhar e dizer: esse é o cara que você sempre pediu. Sim, eu mesma posso dizer isso em alto e bom som. Pra quem quiser escutar mais uma história, de mais uma pessoa, sobre mais um erro.
Eu tenho uma penca de defeitos. Um deles é sempre olhar lá na frente. Mas é bem lá na frente MESMO. O primeiro encontro foi incrível. De verdade, acho que nunca tive um primeiro encontro tão incrível quanto esse. E então eu começo a pensar. A visualizar. E não é o medo de me machucar que me faz parar. É o medo de machucar a outra pessoa. Eu começo a pensar, sim, ele é incrível, ele é fofo. Mas falta algo. Falta uma faísca, um choque, um batimento em falso. E então eu paro. Pra que levar adiante? Muitos dirão: eqto não aparecer o cara, pq não se divertir? A minha resposta é sempre a mesma: é justo? Não comigo, mas com a pessoa.
O que acontece depois é uma avalanche de maus momentos. Eu não consigo ser eu mesma. Não consigo olhar nos olhos, nem ficar de mãos dadas. Reclamações dançam nos meus lábios. A pessoa percebe e me diz adeus. E eu sofro, pq volto a pensar: e se eu desse mais uma chance? e se eu me forçasse? Mas eu nunca tento. Eu nunca me forço. Pq eu sei no que vai dar: eterna dança do descontentamento. Passos ensaiados de uma escolha feita sem pesar a intuição. Giros no salão vazio da crueldade.
Eu espero demais, eu crio demais, eu penso demais. Eu procuro algo que parece inexistente. Eu me escondo atrás dessa máscara. Pq a verdade é que o meu maior medo é não ser digna. É de na verdade descobrir que esse cara não existe. É descobrir que a máscara que eu visto na verdade é só um espelho refletindo a mim mesma.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Experimento 4 - exercícios físicos

Eu fui uma criança/adolescente absolutamente ativa. Eu joguei handball e andava muito a pé. Obviamente que eu morava numa cidade onde tudo é relativamente perto e claramente eu não tinha carro (continuo não tendo...). Então, eu fazia praticamente tudo a pé. Voltar do colégio, fazer coisas na rua, enfim...E eu comia muito! Praticamente um soldado russo durante a segunda Guerra Mundial...Mas eu era magra and graciosa. Eu até caminhava todos os dias no parque pós cursinho.
Mas ai eu me mudei pra capitar...tudo é mais longe, vc passa a usar ônibus/metrô/táxi...Porém, com os mesmos hábitos alimentares. E o que eu ganhei? Oito freaking quilos a mais. Praticamente um quilo por ano que estou aqui.
Eu tentei dietas, tentei voltar a caminhar. Tentei não comer. Tentei, tentei, tentei. Daí, você, do alto de sua inteligência, vai olhar pra mim e dizer: vai pra academia! E eu, do alto da minha timidez te digo: NEM A PAU! Eu morro de vergonha de academias. As pessoas lá, saradas, gostosas e você flácida, cheia das celulites e com os braços balangando mais que as orelhas do Dumbo. Francamente neh?
Então, já que Maomé não vai a academia, a academia vai até Maomé. E Maomé pensou, pensou, passou anos querendo e finalmente cedeu (cedeu pq Maomé não aguenta mais se ver gorda). E numa gloriosa sexta-feira, o Air Climber foi entregue!!![Se vc nao sabe o que é, larga a mão de ser Zé Preguiça e procura no Google].
Eu to adoraaaaaaaaaaaando meu Air Climber. Uso cinco vezes por semana, sempre quando chego em casa...E olha que eu nem faço muito, uns 20 minutos no máximo. Dá pra suar bastante, dá pra desopilar o cérebro e dá pra perder umas calorias. Claro que faz pouco tempo que eu uso, então, não surtiu nenhum efeito emagrecedor. Mas já tem me ajudado muito a descansar a cabeça. Já haviam me dito que fazer alguma coisa ajuda a pensar melhor. Tem me ajudado muito. Mas o melhor é saber que eu não vou morrer absolutamente sedentária. E sim, requer disciplina fazer exercícios em casa, mas o lado bom eh que eu posso levar essa disciplina pra outras áreas (não que eu vá parar de comer. é uma impossibilidade física mesmo).
Esse é o experimento número 4. Não me venha com "deveria ir pra academia, isso sim é um experimento". Veja, pra quem não move o traseiro há ANOS, um Air Climber é uma grande coisa. Tem sido bom não ser a gorda, flácida reclamenta. Fazer exercícios ajuda até a parar de reclamar.

Acho que tenho algumas pessoas pra indicar a compra do air climber...Huh...