E daí que eu cedi aos meus impulsos e me matriculei no francês. Foi bem assim mesmo, simplesmente peguei o telefone e fiz a matrícula. Pq, se eu não cedesse, continuaria pensando: será que dá? vou ter grana pra pagar? vou dar conta de fazer?
Então, pra evitar essas perguntas (que eu já vinha me fazendo há meses) me matriculei! Toda terça e quinta, das 7h15 às 8h45. É cedo? Pra cacete. Mas é melhor do que ter que voltar pra casa tarde da noite, ou, o pior - perder aulas pq fiquei presa no trabalho! Se eu já sou mestre em inventar desculpas, perder as aulas de francês não seria nada difícil.
Ceder aos meus impulsos é algo que não faço. Primeiro pq eu tenho uns impulsos completamente idiotas em algumas ocasiões. E em outras, quando eles não são idiotas, eu simplesmente coloco 800 obstáculos na frente. Dinheiro, tempo, trabalho, etc. Qualquer coisa é motivo para eu não ceder. Não ir a uma festa. Não ir ao cinema sozinha. Não ir a um bar sozinha. Não comprar uma revista. Não comprar um livro novo. Não escrever. Não mostrar o que eu escrevi para quem quer que seja. Não conhecer pessoas novas. Não sair.
Ceder ao impulso do francês foi um primeiro passo importante. Primeiro pq me senti muito bem - vou realizar algo que quero muito. Segundo pq eu pude perceber que o mundo não acabou. A vida segue, o trabalho está lá, as contas continuam chegando, meus amigos continuam onde sempre estiveram. Tá, a gente aperta daqui e dali para poder ceder aos nossos impulsos. Mas depois que a gente cede, fica o gostinho da vitória, daquela coisa de ter conquistado algo! E eu conquistei uma liberdade minha, que eu me privava. E percebi que não preciso me privar tanto.
E a nova língua...
Minhas aulas começaram há uma semana e, vencendo a mim mesma novamente, acabei me matriculando no curso regular e não no particular. Pq não? Terei pessoas para treinar, farei novos amigos, etc. Ainda estou lidando com esse fato. Me perturba as pessoas não abrirem os ouvidos para mergulharem no sotaque e aprender a falar corretamente. Me perturba profundamente. Mas vou levando...acho importante nesse primeiro momento eu dividir as aulas e as duvidas. Foi assim com o inglês...um semestre com várias pessoas e depois caminhei sozinha (no caso do inglês, literalmente, visto que aprendi sozinha).
Já tracei um plano de aprendizado e farei de tudo para mantê-lo...principalmente depois de minha mãe dizer que até o final do ano que vem falarei fluentemente. Agora é meta!! É como se fosse uma aposta...só que ao contrário!
Mas o bom de ter cedido ao meu impulso é que eu realmente queria aprender francês. Eu larguei o alemão e relutava pra voltar. E, ao conhecer Paris ano passado, vi que eu precisava aprender francês. Sabe quando tudo no universo te diz pra fazer? Pois o universo gritou pra quem quisesse ouvir que eu precisava aprender francês. E já que este é um ano de experimentos, pq não colocar na panela duas coisas?
domingo, 25 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Experimento 6 - um aprendizado diário
Sofrer de mood swings é um aprendizado diário. Tem gente que acha que é graça. Tem gente que acha que isso é coisa de gente mimada. Tem gente que acha que isso é coisa de gente infeliz ou que não deve ter mto o que fazer. Seja qual for a sua impressão, acredite em mim: é um inferno palpável.
A linha que separa o sorriso da grosseria pura e simples é muito mais tênue daquela que separa o amor do ódio. Basta um segundo, um olhar, um nada. Do céu ao inferno, do algodão doce a pegar merda com a mão. É simples assim.
Não ceder à tentação de jogar tudo pro alto, de juntar as coisas e sair, de mandar todos praquele lugar é um trabalho hercúleo. É como se você tivesse de mover um caminhão com o freio de mão puxado apenas empurrando. Eu fujo de olhar no olho, de ser ativa em conversas, até mesmo de puxar conversas. Foi o mecanismo que encontrei para não surtar. Porque eu não posso simplesmente me levantar e sair. Eu não posso mandar as pessoas a lugares não muito agradáveis. Ao mesmo tempo que não posso simplesmente chorar e dizer: não tem motivo, é que chorar alivia.
Então é isso. Sempre que o mood swing vem, sem avisar, sem o mínimo de vergonha, eu aprendo. Aprendo a respirar. Aprendo que ações valem mais que palavras. Aprendo que não me curvar é melhor do que levantar e sair.
Meus experimentos tem sido mais no âmbito emocional que no plano físico. De qualquer maneira, tirei o ano para aprendizados, não?
A linha que separa o sorriso da grosseria pura e simples é muito mais tênue daquela que separa o amor do ódio. Basta um segundo, um olhar, um nada. Do céu ao inferno, do algodão doce a pegar merda com a mão. É simples assim.
Não ceder à tentação de jogar tudo pro alto, de juntar as coisas e sair, de mandar todos praquele lugar é um trabalho hercúleo. É como se você tivesse de mover um caminhão com o freio de mão puxado apenas empurrando. Eu fujo de olhar no olho, de ser ativa em conversas, até mesmo de puxar conversas. Foi o mecanismo que encontrei para não surtar. Porque eu não posso simplesmente me levantar e sair. Eu não posso mandar as pessoas a lugares não muito agradáveis. Ao mesmo tempo que não posso simplesmente chorar e dizer: não tem motivo, é que chorar alivia.
Então é isso. Sempre que o mood swing vem, sem avisar, sem o mínimo de vergonha, eu aprendo. Aprendo a respirar. Aprendo que ações valem mais que palavras. Aprendo que não me curvar é melhor do que levantar e sair.
Meus experimentos tem sido mais no âmbito emocional que no plano físico. De qualquer maneira, tirei o ano para aprendizados, não?
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