quinta-feira, 8 de março de 2012

Experimento 6 - um aprendizado diário

Sofrer de mood swings é um aprendizado diário. Tem gente que acha que é graça. Tem gente que acha que isso é coisa de gente mimada. Tem gente que acha que isso é coisa de gente infeliz ou que não deve ter mto o que fazer. Seja qual for a sua impressão, acredite em mim: é um inferno palpável.
A linha que separa o sorriso da grosseria pura e simples é muito mais tênue daquela que separa o amor do ódio. Basta um segundo, um olhar, um nada. Do céu ao inferno, do algodão doce a pegar merda com a mão. É simples assim.
Não ceder à tentação de jogar tudo pro alto, de juntar as coisas e sair, de mandar todos praquele lugar é um trabalho hercúleo. É como se você tivesse de mover um caminhão com o freio de mão puxado apenas empurrando. Eu fujo de olhar no olho, de ser ativa em conversas, até mesmo de puxar conversas. Foi o mecanismo que encontrei para não surtar. Porque eu não posso simplesmente me levantar e sair. Eu não posso mandar as pessoas a lugares não muito agradáveis. Ao mesmo tempo que não posso simplesmente chorar e dizer: não tem motivo, é que chorar alivia.
Então é isso. Sempre que o mood swing vem, sem avisar, sem o mínimo de vergonha, eu aprendo. Aprendo a respirar. Aprendo que ações valem mais que palavras. Aprendo que não me curvar é melhor do que levantar e sair.

Meus experimentos tem sido mais no âmbito emocional que no plano físico. De qualquer maneira, tirei o ano para aprendizados, não?

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